Não somos pessoas tão fáceis de lidar. Muitos com quem convivemos tentam nos mostrar isso diariamente, mas nunca aceitamos. Parece que, em vez de nos arrepender, sempre temos uma boa justificativa para suavizar as tolices que dizemos e o malfeito que frequentemente realizamos. Assim levantamos uma grande fortaleza para proteger nosso ego e criamos sofismas que nos afastam do Senhor.

Certa vez, um presbítero idoso pediu a um jovem diácono que comparecesse em sua casa depois de uma reunião da igreja. Durante todo o caminho, o ansioso diácono vinha, com certo temor, tentando adivinhar qual a razão daquele convite. O experiente presbítero além de expor o assunto do qual queria tratar aproveitou a oportunidade para advertir-lhe que em situações como essa, seria melhor, ao invés de simplesmente tentar adivinhar o assunto da conversa, orar ao Senhor, pedindo-lhe luz e revelação quanto ao que poderia ter feito de errado sem perceber. Disse-lhe que esse exercício mental sem oração só o levaria à árvore do conhecimento do bem e do mal, ao certo e ao errado conforme seus próprios conceitos, e não à presença de Deus, o que não é muito saudável para a vida espiritual.

Este mesmo presbítero chamou novamente aquele jovem diácono e perguntou-lhe por que incentivava os jovens, dos quais cuidava, que fizessem a ele tantos elogios, e por que se deleitava tanto nos louvores que recebia. O jovem atônito, não sabia o que responder.

Dias depois os dois tiveram outra oportunidade de conversar. Desta vez o jovem foi questionado quanto à atitude de desrespeito e desprezo que tivera com um dos líderes da igreja, denegrindo sua imagem perante os demais, dando a impressão de ambicionar sua posição. O jovem envergonhado, disse não haver percebido como tinha sido inadequado em sua atitude e tentou se justificar.

A atitude desse diácono expressou nas três situações o quanto ainda havia em sua mente, emoção e vontade – independência de Deus, orgulho e prepotência. Ele também não percebia o quanto era anímico e não conseguia ouvir o Senhor lhe ensinar por meio das várias situações.

Será querido leitor, que não temos o mesmo tipo de atitude sem perceber? Exercitamos demasiadamente nossa mente buscando soluções ao invés de nos voltar ao Senhor e orar? Será que também não gostamos de receber elogios e nos achamos os melhores? Será que não humilhamos os outros expondo seus erros publicamente porque ambicionamos suas posições? Quantas vezes não percebemos que nossa vontade é carnal e que precisamos rogar ao Senhor que nos liberte de nós mesmos e faça Sua vontade em nós e por meio de nós?.

Como nos enganamos. Gastamos boa parte de nosso tempo em nossa alma caída, sendo levados para longe do Senhor. A vida da alma é realmente perigosa e age de forma camuflada!

Devemos gritar sempre como fez o cego e mendigo, Bartimeu: “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!” Respondeu Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver” (Marcos 10:47-52).

Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos faça conhecer a nós mesmos para não nos enganar não dando ao Senhor a oportunidade de nos transformar para lhe sermos úteis.

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