Conheça a história do BooKafé e da montanha de oração que têm levado pessoas de toda a África para mais perto da palavra e da oração.

Em meio a toda diversidade e às belezas de Joanesburgo, a maior e mais importante cidade da África do Sul, uma montanha tem chamado a atenção da população local e de outras pessoas que vem de mais longe, muitas somente para visitá-la. O motivo poderia ser a bela paisagem que se tem da cidade, vista de um ponto mais alto, ou qualquer outra razão terrena. Contudo, algo realmente esplendido tem movido diversos sul-africanos e estrangeiros até esse monte: a oração.

Conhecido como Beulah Park Mount Zion, desde a época do Apartheid, o local recebeu estrutura para realizar cultos e eventos cristãos da região. Apesar dos conflitos políticos ocasionados pela segregação racial, que chegaram a colocar em risco a existência da montanha como lugar de oração, hoje em dia pessoas brancas, negras, mestiças e indígenas usam o espaço simultaneamente – sendo simplesmente filhos de Deus.

Foi nessa esfera – certamente celestial – que Deus agiu para que pudesse existir um tipo especial de BooKafé. “Havia uma lanchonete, que tinha como função única vender bebidas e lanches, mas quando tivemos comunhão, com o irmão que é dono e responsável pelo Beulah Park, foi amor à primeira vista”, afirma o irmão Evilasio Diniz, que é um dos responsáveis por esse BooKafé.

Hoje,  logo na entrada pode-se observar muitos livros. Todos estão espalhados em uma apresentação bastante criativa nas próprias paredes do lugar. “As pessoas perguntam e nós explicamos o que é o BooKafé, entramos em cada sessão de livros [lideres, crescimento espiritual, vida da igreja e estudo da palavra], 36 já foram traduzidos para o inglês. A reação sempre é positiva, ao ponto das pessoas adquirirem livros todas as semanas, há irmãos que leem até dois livros por semana”, acrescenta.

O ambiente neutro do BooKafé, mesclado ao coração de busca daqueles que visitam a montanha alegrou o coração do Senhor e, de modo muito rico, Ele tem abençoado com frutos e experiências como a da irmã Lídia, da Etiópia. Ela conta que, certo dia, quanto estava na montanha, simplesmente não conseguia se concentrar na oração. Foi nessa ocasião que Deus disse claramente a ela para ir até a casinha onde fica o BooKafé. Ao conversar com os irmãos, ela contou sobre sua vida, sua história, inclusive sobre um problema financeiro grave pelo qual estava passando. “Ali, compartilhamos sobre a oração de Ana. Ela foi consolada porque oramos juntos. Dias depois ela voltou tão impressionada com a luz que recebeu nos livros que adquiriu, que abriu sua casa para oração e um estudo bíblico.” Há também o testemunho de uma ex-prefeita de uma cidade próxima. “Ela não conseguia fluir na oração, mas foi movida até o BooKafé e após uma longa comunhão, ela também abriu a sua casa e tocar o Senhor.”

Esses testemunhos são de grande encorajamento, pois mostram o quanto o BooKafé pode ser útil para o objetivo pelo qual foi criado, levar vida às pessoas, levar a palavra do Reino. “Certa vez, um policial cristão foi até lá, tive o coração de oferecer um chá de graça. Ele disse que estava de jejum, não comeu ou levou nada, mas folhou vários livros. Um mês depois ele voltou acompanhado e adquiriu um dos livros que havia visto. Graças ao Senhor! Isso mostra que o foco é a palavra.”

Um ambiente de oração, de busca e irmãos que se consagraram; foi o que o Senhor usou nos irmãos para gerar frutos ali.  “Hoje, a equipe dessa unidade é formada por três famílias, uma de Angola e três do Brasil. Além disso, irmãos que participam do Centro de Aperfeiçoamento para Propagação do Evangelho (Ceape), que funciona junto de uma escola de missões que já havia na montanha, têm a oportunidade de servir.” Esse modelo de BooKafé certamente pode romper os limites do Beulah Park Mount Zion e ser útil em outros lugares, o sentimento é que seja uma referencia, um pontapé inicial para ser replicado em outros lugares. “Pessoas que foram até lá querem replicar as ideias em outras partes da África do Sul”, finaliza o irmão Evilásio.