Ao falar do final dos tempos e de Sua vinda, o Senhor Jesus mencionou duas famílias em particular: a de Noé e a de Ló (Lucas 17:26-30). Se quisermos saber quão próxima está a volta do Senhor, precisamos ver os sinais exteriores e se há Noés e Lós para que tudo se cumpra.

Nesta edição falaremos da família de Noé. “Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos” (vs. 26-27).

Noé viveu em um tempo em que Deus fora colocado de lado, esquecido e desrespeitado. Os contemporâneos de Noé agiam segundo a maldade de seus corações e eram também violentos; a preocupação deles era apenas com a sobrevivência, com as coisas materiais, com o prazer imediato, procurando para si as mulheres que mais lhes agradavam e se desfazendo delas segundo suas próprias cobiças. A condição humana, principalmente das famílias, era tão ruim e degradada que Deus se arrependeu de ter criado o homem (Gênesis 6:1-7).

Mas, em meio a uma sociedade má, injusta e caída, havia um homem que trouxe consolo ao Senhor, Noé (5:29). Ele buscou a graça de Deus e a achou (6:8). Ele era justo, íntegro e andava com Deus (v.9). Sua busca fez com que ele invocasse o nome do Senhor como seus antepassados, dependendo do Senhor para tudo. Ele agradava a Deus e estava disposto a fazer o que Ele determinava (v.9).

Noé foi um homem que tinha uma aliança com Deus. Por causa disso, o Senhor pôde lhe revelar o que estava para fazer e indicar-lhe um caminho de salvação para ele e sua casa. Ele foi divinamente instruído sobre o julgamento daquela geração pecaminosa e iníqua e sobre qual a maneira de ser salvo. Sem duvidar, ele aparelhou uma arca e, durante cem anos, não somente fez o que Deus determinou como envolveu toda sua família naquela construção.

Por ser alguém comprometido com Deus e que tinha um bom testemunho, sua família acreditou nele e no que Deus lhe revelara. Juntos e de maneira perseverante, Noé, sua esposa, seus filhos e suas noras edificaram aquilo que os iria salvar do julgamento de Deus. Não se importaram com a zombaria e com as palavras negativas nem com os escárnios dos incrédulos, dos quais foram alvo.

Noé se importava com as pessoas,não era egoísta; enquanto construía a arca, pregava a justiça (2 Pedro 2:5), pois  lhes mostrou o caminho de arrependimento. Todavia as pessoas ímpias não lhe deram ouvidos. Mesmo assim, ele permaneceu firme em seu propósito, confiando na promessa de Deus.

Queridos leitores, o quadro apresentado na Bíblia dos dias de Noé se assemelha muito com os dias atuais. Precisamos verificar se podemos ser considerados os Noés de hoje. Com quem estamos andando? O que estamos buscando? Estamos comprometidos com o que Deus quer que façamos hoje, ou estamos distraídos com as coisas da terra? Nosso viver é justo, ou vivemos como as demais pessoas que não têm esperança em Deus nem creem em Sua Palavra? Temos levado nossa família a servir a Deus, ou estamos tão desligados que não nos importamos com a salvação deles? É tempo de nos arrependermos e buscarmos a presença de Deus. Ainda o trono de Deus é um trono de graça, no qual podemos obter misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna (Hebreus 4:16).

Lembremo-nos das palavras do Senhor: “Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Mateus 24:44). Que Ele não nos pegue despercebidos e despreparados. Vamos nos envolver mais com a vida da igreja, abrindo nossa casa para ser um lugar de oração. Vamos levar nossa família para pregar o evangelho, pois isso certamente nos salvará como também dará a outros a oportunidade de serem despertados. Sejamos como os quatro casais que construíram a arca e nela entraram para preservar a vida e pôr um fim à iniquidade da época.

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