“Vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: É deserto este lugar, e já avançada a hora; despede-os para que, passando pelos campos ao redor e pelas aldeias, comprem para si o que comer.

Porém ele lhes respondeu: Dai-lhes vós mesmos de comer.

Disseram-lhe: Iremos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer?

E ele lhes disse: Quantos pães tendes? Ide ver! E, sabendo-o eles, responderam: Cinco pães e dois peixes.

Então, Jesus lhes ordenou que todos se assentassem, em grupos, sobre a relva verde. E o fizeram, repartindo-se em grupos de cem em cem e de cinquenta em cinquenta. Tomando ele os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, os abençoou; e, partindo os pães, deu-os aos discípulos para que os distribuíssem; e por todos os repartiu também os dois peixes.

Todos comeram e se fartaram; e ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe.

Os que comeram dos pães eram cinco mil homens” (Marcos 6:36-44).

Despede as multidões. Esse foi o conselho que os discípulos deram para o Senhor Jesus. Como podem ter dito isso? Eles sabiam que a multidão estava num deserto, de que a hora era avançada e que a multidão tinha fome. O que levou os discípulos a falar dessa maneira? Pelo texto em si e por outras passagens nos quatro evangelhos podemos apontar algumas razões:

O coração deles era estreito, sua fé muito, muito menor que um grão de mostarda e sua memória precária. Dizemos que eles tinham um coração estreito porque não conseguiram pensar nas pessoas, sentir suas necessidades e procurar um meio para solucionar o problema delas; os discípulos não tinham uma fé desenvolvida, pois, se a tivessem, mesmo que fosse do tamanho de um grão de mostarda, eles teriam crido haver solução para aquela situação. Ora, eles não conseguiram se lembrar de que o Senhor curou a sogra de Pedro (Marcos 1:21-39), que purificou um leproso (1:40- 45), e que ressuscitou o filho da viúva de Naim (Lucas 7:11-17), e que o Senhor poderia fazer um outro milagre.

Os discípulos também sofriam da doença do egoísmo. Quando olharam para a bolsa e viram os cinco pães e os dois peixes, imaginaram que aquela porção era, no máximo, suficiente para eles.

Os discípulos também não queriam sair de sua zona de conforto. Quando o Senhor disse, para testá-los: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. A resposta deles foi: “Iremos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer?”. Ora, aqui o coração deles foi plenamente exposto. Sua declaração parece dizer: “Senhor, quer que saiamos daqui, neste deserto, já escurecendo e gastar duzentos denários de pão para dar para essa gente? É melhor despedi-la, já temos o nosso pão”.

Misericórdia! Hoje há uma multidão aflita e exausta como ovelhas que não têm pastor, precisamos nos compadecer dela, assim como fez o Senhor (Mateus 9:36).

Nós, cristãos, devemos ampliar nosso coração para amar as pessoas e lembrar-nos de que foi dessa multidão que o Senhor nos resgatou. Temos de que percorrer qualquer caminho e pagar qualquer preço para alimentar as pessoas com o pão vivo, Jesus.

Lembremo-nos, temos pouco, mas o Senhor pode multiplicar o que colocamos em Suas mãos e assim alimentar a todos.

Assine já o Jornal Árvore da Vida. Para assinar Clique Aqui