“Ninguém é perfeito”, “Todos temos defeitos” são ditos comuns entre homens e mulheres de variadas idades, classes sociais, cores, línguas e nacionalidades em inumeráveis circunstâncias da vida. Isso não deixa de ser uma percepção espontânea de que todos nos sentimos falíveis. A falibilidade humana demonstra que o homem é limitado, por isso comete muitas falhas. Vendo pelo prisma da Bíblia, isso significa que todos nós somos pecadores (Salmos 51:5; Romanos 3:23; 5:12).

Talvez alguns pensem que o pecado tem a ver somente com o que se considera grandes transgressões, como matar, roubar e adulterar. Mas o pecado é muito mais sutil do que pensamos: ele se expressa diariamente em nosso viver, nas mais singelas situações. Quem nunca magoou o outro por meio de palavras indevidas? Quem nunca “estourou” com outra pessoa, seja no trabalho, com algum colega, seja no trânsito caótico? Quem nunca falou mal de outra pessoa? Quem nunca sentiu inveja ou ciúmes de alguém? Quem nunca falou um palavrão? Quem nunca cobiçou algo indevido? Quem nunca mentiu? Quem nunca desprezou o outro por se achar mais inteligente, bonito ou rico? É difícil, para não dizer impossível, não se identificar com nenhuma dessas situações.

Certa vez, o Senhor Jesus disse a um grupo de religiosos que estava prestes a apedrejar, até à morte, uma mulher pega em flagrante adultério: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire a pedra. […] ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (João 8:7-11).

A leitura dessa passagem nos leva a concluir que, “se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:8-9). O Senhor Jesus foi o único homem perfeito e infalível que já esteve entre nós — perfeito e infalível porque era o próprio Deus encarnado na terra (João 1:1, 14). Ele veio à terra e se compadeceu de todos nós, homens imperfeitos e falíveis, enfim, pecadores (Marcos 2:17).

Não sejamos, portanto, como esse grupo de religiosos que, ao receberem luz em sua consciência, fugiram, um a um, da presença do Senhor Jesus. Façamos como a mulher pecadora, que permaneceu na presença Dele. Como permanecer? De uma maneira bastante simples, faça uma “respiração da vida”, invocando profundamente o nome do Senhor Jesus: “Ó Senhor Jesus!”. Ao fazê-lo, jogue fora todos os temores, medos, tristezas e pecados, e receba o Senhor Jesus como vida, alegria, paz e encorajamento. Invoque “Ó Senhor Jesus” várias vezes, durante todo o dia (Romanos 10:13).

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