As atividades diárias em que os pais estão envolvidos consomem quase todas as horas disponíveis do dia. Separando aquela porção reservada para dormir, a outra parte, praticamente, é consumida pelo trabalho, pelas atividades domésticas, com os eventos sociais, com os amigos, com o animal de estimação, com leituras, com a antiga e inseparável “amiga da família”, a televisão e, por fim, com sua concorrente atual, a internet.

Quanto tempo os pais, hoje em dia, têm gastado com os filhos? Cumprimentar os filhos com um bom-dia ou boa-noite é muito pouco, pois nas horas seguintes, pais e filhos vivem em mundos separados. Vocês realmente sabem quem são seus filhos? Será que eles não são estranhos a vocês? Vocês sabem o que seus filhos pensam, o que gostam de fazer, o que querem ser quando se tornarem adultos e quem são seus amigos? Ter uma resposta para essas perguntas equivale a ter uma vida envolvida com a vida dos filhos. Os pais precisam conhecê-los e, para isso, precisam gastar tempo com eles.

É bom para os pais acompanhar a vida escolar dos filhos, conhecer seus professores e igualmente o diretor da escola; ter o telefone de alguns deles para, de vez em quando, perguntar como os filhos estão. É bom também que os filhos saibam que seus pais e professores são parceiros e que ambos estão interessados neles. Além de os pais monitorarem melhor os filhos, eles passariam a impressão positiva de que essa etapa de sua vida está sendo acompanhada com interesse por eles.

Quanto aos melhores amigos dos filhos é bom manter contato para conhecê-los melhor. Que tal chamar alguns deles para assistir a um filme, enquanto preparam um lanche? Isso diminuirá consideravelmente a possibilidade dos filhos se envolverem com pessoas indesejáveis e inadequadas e com coisas negativas.

Os pais precisam estar mais presentes na vida dos filhos a despeito de quantas obrigações tenham; não pode haver desculpas, tudo é uma questão de prioridade. Se você realmente considera a família como algo importante, certamente esse tempo livre e nobre surgirá para ser investido nela. Temos pelo menos boa parte das noites e todo o final de semana para fazer coisas com eles. Ponham a TV de lado por algum tempo e reúnam os filhos em torno de vocês e dialoguem, perguntem como foi o dia deles, se está tudo bem, se eles querem perguntar alguma coisa ou simplesmente fiquem ali, sem dizer nada ou fazer nada, simplesmente, estejam ali, disponíveis para eles. Quando estão presentes, demonstrem interesse pelos filhos. Saiam juntos para um parque, para um passeio de família, para onde suas posses permitirem. Peguem o livro de historinhas e contem algumas para eles, caso sejam crianças. Contem também algumas histórias da vida de vocês, como se conheceram e se casaram. Os filhos gostam de ouvir sobre o que aconteceu com seus pais. Leiam a Bíblia e orem juntos. Isso é muito saudável.

Enfim, sejam criativos, criem momentos memoráveis na vida de seus filhos. Deixem claro para eles que os amam, que vocês se interessam por eles e que estão totalmente comprometidos com todos os aspectos de sua vida. Saibam, pais, que, agindo assim, estarão plantando a semente da comunhão familiar, do amor, do relacionamento sadio e do respeito mútuo. Esses momentos podem ser usados também para que vocês expressem seu amor pelo Senhor, o que Ele representa para vocês, o quanto O amam e como O louvam por terem uma família maravilhosa e filhos tão amados.

O distanciamento que vocês têm de suas crianças, hoje, será o distanciamento que, amanhã, seus filhos adolescentes terão de vocês. Portanto, aproveitem o tempo para estreitar ao máximo a distância entre vocês e seus filhos. Na cabecinha dos filhos, o tempo que os pais passam com eles é a única ferramenta de que dispõem para medir o quanto são amados pelos pais.

“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios e, sim, como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus” (Efésios 5:15-16).

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